quinta-feira, 4 de junho de 2009


Daqui de cima
Vejo tudo pequenininho
Fico mais perto do sol
Eu quase toco o céu
Da minha boca saem cantos de pássaros
E meu amigo vento
Balança as pipas enroscadas nos fios das casas
Fecho os olhos
Abro os braços
E sinto a liberdade
Respiro vontade
Nua,
Me preparo para mais um voo.

14 comentários:

Ari Pheula disse...

*_*
Tudo lindo!
Amei o texto e a foto...
Onde é?

Bjos

Tatiane Trajano disse...

Sincronia perfeita!

Leila Saads disse...

Delícia de sensação. Leve como o texto!

=*

Emely disse...

de tao leve chega FlutuAr

=*

Marcella =) disse...

Florzinha :) muito fofo mesmo =D
'quase toco o céu..' parabéns ^^

sweet.cherry.pie disse...

Senti o vento.

Ari Pheula disse...

Se é imaginánio já sei onde vou passar minhas férias...
=D

Bjos

Honório Félix disse...

Voar é ótimo. Sempre.

Eduardo Trindade disse...

Ai... O texto é maravilhoso, mas eu fiquei angustiado lembrando de "Ismália"... Conheces este poema? Sei que o estilo é completamente diferente, mas ambos têm certa semelhança nas entrelinhas...
Abraços!

Rá ~° disse...

nada como a sensação de liberdade!

muito bom o texto.
parabéns!

^^

[...] disse...

que delicia de blog *-*

Anitha disse...

...e me permito ir além...

bia disse...

que linda!!! ^^

Salve Jorge disse...

Folhas
Podem ser penas, se preferir
Verdes ainda
Coloridas, se preferes
Bailando
Sendo levadas, se preferir
No vento
E aqui não tem querer que mude isso
Na verdade tem, mas não divaguemos tanto...
Não há chão onde cair
E sempre é passageiro o olho do furacão
Mas a espiral é longa
Borbulhante de profusão

Existiriam pilotos de folhas?
Ou de penas, se preferistes
Existem atores, sujeitos, agentes, cidadãos...
Numa peça tantas vezes encenada
Numa enseada sempre assujeitada
Numa agência de cartas marcadas
Numa cidadania deveras esvaziada
Existir existem, mas existir não é condição
Existir é como seguir
Ladeira abaixo para a colisão
E reclamando da queda
Esquecem a imensidão que os cerca
Só esperando o refugo
Que antecede a explosão
Devotados cegos sedentos de uma anunciação
Taí o anúncio
Dane-se a criação...
Danemo-nos todos
Que se danar
É excitação
E olhar pros lados na corrida frenética
É capaz de tirar os pés do chão
E fazer as folhas ou penas
Se não serenas
Nem senhoras
Plenas à despeito de qualquer perfeição
Verdades amenas são como a contra-mão
Melhor mentiras sinceras
Brisas singelas
E saborear cada tostão...

Folhas
Ou penas
Ao vento
Não apenas
Lamento
Ou cimento cinzento
Mares
Cores
Caos
Meus caros
Alísios e árticos
Tesouros
No meu estômago voraz de dragão...